O centro de Lisboa não tem construções tão antigas, pois foi reconstruído após o terremoto de 1755, mas, mesmo assim, não deixa de ter seu charme.
Estava bem quente no verão, cerca de 30ºC, e bem lotado, o que até me fazia pensar estar em Salvador em pleno carnaval.
O passeio pelo centro começou pela Praça Dom Pedro VI (o nosso Dom Pedro I), apelidada de Rossio. Dela descemos pela Rua Augusta, que é uma rua de calçamento cheia de restaurantes, lojinhas, padarias.
Ela leva até a Praça do Comércio, que tem arcadas lindas. Local maravilhoso para tirar fotos e observar os bondinhos indo e vindo.
Essa região pela qual passamos chama-se Baixa ou Baixa Pombalina. É porque de um lado há uma parte mais elevada - onde fica Alfama - e, do outro lado, há outra parte mais elevada - onde fica o Chiado.
Voltando em direção contrária ao rio, fomos pela Rua do Ouro rumo ao Elevador de Santa Justa, que foi inaugurado em 10 de Julho de 1902 e pertence à empresa Carris. Lá de cima, tem-se a primeira (de muitas) vistas de Lisboa.
Saindo do elevador, chega-se ao Largo do Carmo e vêem-se as ruínas da Igreja do Carmo. Andando mais um pouquinho, já se chega ao Café A Brasileira – bem famoso por ser sido freqüentado por Fernando Pessoa. Lá há uma estátua dele, com a qual os turistas adoram tirar fotos.
Nessa hora, a fome já era bem grande. Então fomos almoçar – e fazer as primeiras comprinhas - no Armazéns do Chiado, um shopping que fica lá pertinho.
Outra atração dessa região é a Praça dos Restauradores, que é contígua à Praça do Rossio. Entre as duas fica a Estação do Rossio, de onde parte o trem para Sintra.
Na Praça dos Restauradores fica o começo (ou o fim) da Avenida da Liberdade, que é muito bonita e cheia de lojas de luxo, mas, sem grandes atrativos turísticos. Na outra ponta dela, está a Praça Marquês de Pombal – é ele de novo!
Subindo ainda mais, está o Parque Eduardo VII, do qual se tem uma vista lindíssima de Lisboa.
Ele é ótimo para descansar após fazer umas comprinhas no El Corte Inglés ou visitar o MuseuCalouste Gulbekian.
Uma dica: vindo da Praça do Comércio até o final do Parque Eduardo VII são 3 Km. Depois de visitar a Baixa e o Chiado é mais aconselhável tomar um táxi, ou metrô, até o começo do Parque, ainda mais porque é uma subida.
Os centros de compras que achamos mais interessante, em termos de variedade e preço, foram: Armazéns do Chiado – que dá para ver junto com o centro -, Centro Comercial Vasco da Gama – que dá para ver junto com o Oceanário - e El Corte Inglés – que dá para ver junto com o Parque Eduardo VII.
Dica importante para quem compra nessas lojas, especialmente para quem quer comprar coisas mais caras (atenção fotógrafos e geeks!), é pedir de volta o imposto chamado “IVA”. Explicarei como faz em outro post.
Para itens eletrônicos e equipamentos de fotografia, o El Corte Inglês é obrigatório. Não deixe de ir até o balcão de atendimento ao cliente e se informar se há desconto de 10% para turista, que vale em quase todos os produtos (pergunte antes para o vendedor de cada loja).
Para comprar artesanato e lembrancinhas em geral, as lojas mais diversificadas que encontramos eram perto do Castelo de São Jorge.
Metrô: não tem uma rede tão extensa quanto Paris, mas, sem dúvida, leva aos lugares mais importantes para o turismo (estação Rossio, Baixa-Chiado, Oriente, Marquês de Pombal). É barato, limpo, rápido e não fica tão cheio nos horários de pico. Para usá-lo, compra-se o tickets em qualquer estação. Mas fique atento: ao contrário das estações de metro do Brasil, em Lisboa as estações são bem menores e geralmente os tickets são comprados em máquinas de autoatendimento.
Ônibus: não o utilizamos, pois não foi necessário. Também se utiliza o cartão Lisboa Viva que serve para o metrô.
Trens: levam a alguns lugares mais afastados da cidade, como Sintra, Cascais e Estoril. Também se utiliza o cartão Lisboa Viva.
Bondes: Nós utilizamos os bondes apenas para ir e voltar da região de Belém, mas para quem quer dar uma volta sem se cansar, as linhas mais interessantes são a 12, 28 e 15.
Táxis: Os táxis em Lisboa são muito baratos, ainda mais se você é de São Paulo ou do Rio. Para se ter uma idéia, pagamos 6 euros para ir do aeroporto ao hotel (mas também só o utilizamos para isso). Para quem anda em grupo, às vezes, é o mesmo preço de pegar o metrô. Os taxistas são bem receptivos e te tratam bem.
Elevadores: não são os elevadores do hotel. Os mais conhecidos são o Elevador da Glória e o Elevador de Santa Justa, o qual nós utilizamos.
Pernas: é o meio de transporte mais barato que tem e é o que fornece o melhor ângulo de visão, porém (tudo tem um porém) Lisboa também é conhecida como a cidade das 7 colinas, então deve-se levar isso em consideração para aqueles que não estão em boa forma.
Portugal tem muitos hotéis e oferece uma excelente infraestrutura aos turistas. Ficamos hospedados no Hotel Roma, localizado na Avenida de Roma, perto da estação de metrô Roma, ou seja, muito bem localizado e de fácil acesso.
Apesar de ser um hotel com apenas 3 estrelas é muito confortável. Tem tudo o que se precisa perto: shopping, lanchonetes, supermercado, farmácias e até cinema. O café-da-manhã é bem gostoso e variado. Os funcionários são bem atenciosos. Tudo muito limpo. Sem carpete nos quartos – muito importante para os alérgicos!
Existe internet sem fio em todo o hotel, e o acesso é feito mediante uma senha que acompanha o cartão de hóspede.
Para o calor existe um aparelho de arcondicionado e para o frio há água quente em todas as torneiras e no chuveiro. Há também um frigobar disponível para guardar água, bebidas e outros alimentos.
Nada a reclamar, no geral, o serviço foi muito satisfatório.
Obs: o hotel não é bem no centro, mas a estação de metrô é muitíssimo perto e leva direto até lá por apenas 90 centavos (em julho/2011).
E por último, o terremoto de 1755, que ainda foi seguido por um tsunami e um incêndio. Dada à magnitude da tragédia, não é de se surpreender que a história de Lisboa parece ter sido dividida em antes e depois do terremoto.
Durante a reconstrução da cidade, quem se destacou foi o ministro do Rei Dom José I, o Marquês de Pombal, para quem é atribuída a frase: "Enterrem os mortos e cuidem dos vivos".
Enfim, depois desse longo prólogo, parto para a parte prática, que será assunto dos próximos posts:
Há inúmeras casas de fado em Lisboa. Normalmente as apresentações ocorrem em restaurantes e são um pouco caras, por volta de 40 euros. Assistir a um show de fado estava em nossa lista de desejos desde o começo, porém, por vários motivos acabou o nosso tempo em Lisboa e ficamos só na vontade. Com certeza vai estar na lista prioritária em nossa próxima passagem por Portugal.
Viajar para outro continente e ainda poder falar o seu idioma natal é muito bom. Apesar de muita gente achar que o português de Portugal é diferente, na prática, é muito fácil se comunicar com eles, pelo menos em Lisboa e em Sintra. Falando em diferenças, as diferenças que existem em alguns casos são motivo de boas risadas. Alguns exemplos:
As casas de banho (nosso banheiro), as sessões numa loja, entre outros, são para homens e senhoras – não para senhor e senhora ou homem e mulher;
É proibido golpear a água – pular na água;
Ao acordar, come-se o pequeno almoço (o nosso café da manhã);
Há descolagem do avião – decolagem;
Quando querem perguntar se você está pronto pra sair eles falam "estamos?";
As bebidas são longas ou curtas – nada de café grande ou pequeno. Cheguei até a pedir um galão de café sem nem saber do que se tratava e, para minha surpresa, era um copo de café-com-leite;
O trem é o comboio e o vagão é a carruagem;
O suco de frutas é sumo de frutas e o canudinho de beber refrigerante é a palhinha!
Quem não gosta de bondes? Um dos cartões postais de Lisboa, lá são chamados de eléctricos. Pertencem à CARRIS, uma empresa de transporte público, fundada em 18 de Setembro de 1872.
O interessante é que, além de cartão postal, o bonde também é útil e ainda serve para descansar.
Para turistagem, as linhas mais interessantes são a 15, que leva da Praça da Figueira a Belém, a 12 e 28, que dão uma volta pela Sé e Miradouro de Santa Luzia.
Uma curiosidade interessante para nós do Brasil é que em algumas linhas não há quem cobre a passagem, ficando a cargo do passageiro validar o seu bilhete ou comprando o ticket em um dos terminais de auto venda que ficam dentro do carro. Aliás, tanto em Lisboa quanto em Paris, não há cobradores nem catracas nos ônibus, e na maioria deles é o próprio passageiro quem faz o registro da entrada. Será que isso funcionaria aqui no Brasil?
O Tejo é o maior rio da Península Ibérica. Nasce na Espanha, mas lá tem outro nome, Tajo. Lisboa fica na sua Foz e, muitas vezes, pensamos estar vendo o oceano, quando, na verdade, vemos o rio.
Foi de sua foz que partiram as caravelas e é na sua margem que está o Padrão dos Descobrimentos, um dos monumentos mais famosos de Lisboa.
Em Lisboa, duas pontes atravessam o Tejo - Ponte 25 de Abril e Ponte Vasco da Gama -, as quais servem como plano de fundo de várias fotos.
Ele está por todo lugar: nas fachadas, nas lojas de souvenir, no interior das construções. A maior variedade que vi foi durante o percurso a pé (óbvio) da estação do Rossio até o Castelo de São Jorge.
Difícil é voltar para casa sem uma peça – ainda mais quando se sabe que não é “made in china”. Aliás, isso é bem legal em Portugal. Não vi nenhum souvenir que não fosse feito lá. Os portugueses demonstram ter orgulho dos artefatos 100% feitos por eles, ao contrário de Paris (que vai ser a nossa próxima parada) onde 99% de tudo era feito na China.
Comentários recentes
14 semanas 5 dias atrás
16 semanas 3 dias atrás
1 ano 42 semanas atrás
1 ano 50 semanas atrás
2 anos 1 semana atrás
2 anos 22 semanas atrás
2 anos 22 semanas atrás
2 anos 27 semanas atrás
2 anos 36 semanas atrás
2 anos 46 semanas atrás